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SOBRE OS LIVROS

Depois da recente obra, FLORAIS DE BACH NO RESGATE DA AUTOESTIMA, mais um livro foi editado, NUMEROLOGIA CÁRMICA NO 3º MILÊNIO. Ambos estão à venda na loja virtual da Editora PerSe 2.0. Veja as sinopses nos banners ao lado...

Anny Luz

Este blog é neutro em carbono.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

AMOR VERDADEIRO- Confusões Nossas de Cada Dia

Poderíamos pensar que, qualquer tipo de amor ainda seria melhor do que nenhum, mas isso não é bem verdade. A palavra amor está tão desgastada atualmente, que já nem se sabe mais qual é o seu real significado.

Por isso, o amor ainda serve como desculpa para matar, para tirar a liberdade do outro, para justificar ciúmes, obsessões, paixões desenfreadas e apegos excessivos.

Mas deixando de lado esses casos extremos, vamos analisar apenas o amor das pessoas comuns como nós, que não matamos, não fazemos guerra, só queremos ser felizes, amar e ser amados.

Parece tão simples, mas mesmo assim, nos deparamos a cada dia com situações bem complicadas e que suscitam muitas dúvidas:
Será que ele/a me ama de verdade? Será que eu o amo? Será que estou amando efetivamente o meu filho, pai, irmão ou familiar, que tem um gênio insuportável? Será que já desenvolvi o amor espiritual e incondicional, mencionado nas escrituras?

A Bíblia diz: Ama o teu próximo como a ti mesmo. Nessa frase já está implícito que o amor por nós mesmos deve vir em primeiro lugar.

Conheço uma moça, que tem uma grande paixão por um companheiro, que, muitas vezes a rejeita e não a valoriza, mas ela sempre o aceita de volta, depois das brigas, pois diz amá-lo demais e não poder viver sem ele.

Será que ela sabe mesmo o que é o amor? Para amar o outro ela precisaria em primeiro lugar amar a si mesma. Se amasse a si mesma, jamais poderia querer conviver com alguém que não a respeita e que a faz sofrer, seja física, mental ou emocionalmente.

Os livros sagrados de todas as religiões nos dizem, de um jeito ou de outro, que somos seres divinos. Penso não existirem mais dúvidas de que temos um Eu Superior, Eu Divino ou Supraconsciente. Amar a si mesmo é honrar esse Ser Maior que existe em nós.

Não confundir com o ego, que nos dá uma falsa ideia de autoestima, justificando todos os nossos excessos e desejos consumistas e egoístas.  
O meu livro, “Florais de Bach no Resgate da Autoestima” é baseado nessa definição fundamental:

AUTOESTIMA: ”Capacidade de quem sabe reconhecer e respeitar a sua origem divina e a de seus semelhantes, tratando a si próprio e aos outros como templos sagrados, não permitindo nenhum abuso, situação alguma ou relacionamentos que não honrem a divindade que existe em cada um de nós”.

Mas como entender a citação bíblica: Dá a outra face, ama os teus inimigos!? O que isso significa?... 

O Amor, em nossa cultura é  confundido unicamente com EMOÇÃO. Pensamos que amamos alguém, somente quando sentimos grandes emoções de euforia, alegria, carinho, compaixão, romantismo ou paixão. Mas essas emoções positivas, por mais desejáveis que sejam,  são apenas complementos do verdadeiro amor.
Quando o amor é baseado apenas nas emoções corremos grandes riscos. Emoções são facas de dois gumes, pois muitas vezes são incontroláveis e passam rapidamente de positivas a negativas, de acordo com as circunstâncias.
Muitos relacionamentos que começam com intensas emoções de romantismo, paixão, carinho e companheirismo, logo se transformam em dependência, apego, controle, ciúme, medo de perder, podendo chegar até a intolerância e a violência.
No entanto, outros relacionamentos, que nos parecem mais “frios”, pela nossa ótica de 3ª dimensão, são espiritualmente corretos, pois amor não depende só de emoção, mas principalmente de ATITUDE.

Ninguém manda na emoção, por isso nos parece tão difícil amar pessoas estranhas ou intolerantes e não entendemos o que significa dar a outra face, quando nos agridem...
Nessa passagem, Jesus não se referiu a face física e sim a outra face da ATITUDE. 
Se alguém grita conosco, podemos abaixar o nosso tom, sem que isso signifique baixar a cabeça. Se alguém nos ofende, não precisamos revidar na mesma moeda. Se alguém nos trata mal e é grosseiro, podemos tratá-lo com educação e respeito.
Isso não é humilhação nem submissão, mas sim, a outra face que podemos oferecer ao mundo.  

Mas como vou amar alguém a quem detesto, porque me ofende, me humilha ou é desonesto, corrupto, falso e invejoso?
Aí vem novamente a emoção! Detestar é uma emoção negativa que nos coloca no mesmo nível da pessoa que nos desagrada e nos liga emocionalmente a ela.
Quem detesta fica vulnerável, não está em condições de se preservar dos ataques e muito menos de ter uma atitude civilizada em relação aos desafetos. 
Ao desenvolvermos uma boa autoestima conseguimos a serenidade necessária para lidarmos com situações difíceis sem nos deixarmos dominar pelas emoções, que nos tiram do Eixo.
Se for possível afastar-se, evitar a convivência com pessoas agressivas, negativas ou que nos depreciam, e pudermos viver num ambiente mais harmônico, ótimo!
Desde que possamos perdoá-las intimamente e entregá-las ao Infinito Amor e Sabedoria de Deus!
Se não for possível afastar-se, é porque precisamos aprender algo com essas pessoas que tanto nos incomodam.
Geralmente o exercício que elas nos proporcionam é a prática de  atitudes bondosas, muita paciência, aceitação e compreensão, sem nos deixar afetar emocionalmente.  


E, acima de tudo: Aprender a não julgar. Somos todos filhos do mesmo Pai à caminho da evolução.
Portanto, podemos sim, desenvolver o verdadeiro amor espiritual por qualquer pessoa, por pior que ela seja, pois esse amor não depende da nossa emoção e sim da nossa ATITUDE, a qual podemos e devemos controlar e desenvolver. 

Não é importante, chegar primeiro, ter razão ou ser o melhor. O importante é darmos as mãos e chegarmos juntos.


Esse tipo de atitude pode mudar, não só a nossa vida, mas o mundo, se cada um fizer a sua parte.
Essa é a energia de 5ª dimensão, que está chegando ao  planeta. Isso é amar ao próximo como a nós mesmos.


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domingo, 10 de junho de 2012

-O SILÊNCIO

Esse texto é uma pérola, nesse mundo barulhento em que vivemos. Depois da opinião dos índios sobre o silêncio, segue o texto de Aldo Novak, O Silêncio dos Lobos.

Nós os índios, conhecemos o silêncio. Não temos medo dele.
Na verdade, para nós ele é mais poderoso do que as palavras.
Nossos ancestrais foram educados nas maneiras do silêncio
 e eles nos transmitiram esse conhecimento.
"Observa, escuta, e logo atua", nos diziam.
Esta é a maneira correta de viver.

Observa os animais para ver como cuidam de seus filhotes.
Observa os anciões para ver como se comportam.
Observa o homem branco para ver o que querem.
Sempre observa, primeiro com o coração e a mente quietos,
e então aprenderás.
Quando tiveres observado o suficiente, então poderás atuar.


Com vocês, brancos, é o contrário. Vocês aprendem falando.
Dão prêmios às crianças que falam mais na escola.
Em suas festas, todos tratam de falar.
No trabalho estão sempre tendo reuniões
nas quais todos interrompem a todos,
e todos falam cinco, dez, cem vezes.
E chamam isso de "resolver um problema".

Quando estão numa habitação e há silêncio, ficam nervosos.
Precisam preencher o espaço com sons.
Então, falam compulsivamente, mesmo antes de saber o que vão dizer.
Vocês gostam de discutir.
Nem sequer permitem que o outro termine uma frase.
Sempre interrompem.

Para nós isso é muito desrespeitoso e muito estúpido, inclusive.
Se começas a falar, eu não vou te interromper.
Te escutarei.
Talvez deixe de escutá-lo se não gostar do que estás dizendo,
mas não vou interromper-te.
Quando terminares, tomarei minha decisão sobre o que disseste,
mas não te direi se não estou de acordo, a menos que seja importante.
Do contrário, simplesmente ficarei calado e me afastarei.
Terás dito o que preciso saber.
Não há mais nada a dizer.
Mas isso não é suficiente para a maioria de vocês.
Deveríamos pensar nas suas palavras como se fossem sementes.
Deveriam plantá-las e permiti-las crescer em silêncio.
Nossos ancestrais nos ensinaram que a terra está sempre nos falando,
e que devemos ficar em silêncio para escutá-la.
Existem muitas vozes além das nossas.
Muitas vozes.
Só vamos escutá-las em silêncio.
Neither Wolf nor Dog. On Forgotten Roads with an Indian Elder" - Kent Nerburn.

O SILÊNCIO DOS LOBOS
Aldo Novak

Pense em alguém poderoso.
Essa pessoa briga e grita como uma galinha ou olha em calmo silêncio, como um lobo?
Lobos não gritam. Eles têm uma aura de força e poder. Observam em silêncio.
Somente os poderosos, sejam lobos, homens ou mulheres, respondem a um ataque verbal com o silêncio.
Além disso, quem evita dizer tudo o que tem vontade, raramente se arrepende por magoar alguém com palavras ásperas e impensadas.
Exatamente por isso, o primeiro e mais óbvio sinal de poder sobre si mesmo é o silêncio em momentos críticos.
Se você está em silêncio, olhando para o problema, mostra que está pensando, sem tempo para debates fúteis.
Se for uma discussão que já deixou o terreno da razão, quem silencia e continua a trabalhar mostra que já venceu, mesmo quando o outro lado insiste em gritar a sua derrota.


Olhe... Sorria... Silencie... Vá em frente...
Lembre-se de que há momentos de falar e há momentos de silenciar. Escolha qual desses momentos é o correto, mesmo que tenha que se esforçar para isso.
Por alguma razão, provavelmente cultural, somos treinados para a (falsa) idéia de que somos obrigados a responder a todas as perguntas e reagir a todos os ataques. Não é verdade. Você responde somente ao que quer responder e reage somente ao que quer reagir. Você nem mesmo é obrigado a atender seu telefone pessoal.


Falar é uma escolha, não uma exigência, por mais que assim o pareça.
Você pode escolher o silêncio.
Além disso, você não terá que se arrepender por coisas ditas em momentos impensados, como defendeu Xenócrates, mais de trezentos anos antes de Cristo, ao afirmar: "ME ARREPENDO DE COISAS QUE DISSE, MAS JAMAIS DE MEU SILÊNCIO".
Responda com o silêncio, quando for necessário. Use sorrisos, não sorrisos sarcásticos, mas reais. Use o olhar, use um abraço ou use qualquer outra coisa para não ter que responder em alguns momentos.
Você verá que o silêncio pode ser a mais poderosa das respostas. E, no momento certo, a mais compreensiva e real delas."

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