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SOBRE OS LIVROS

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Anny Luz

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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

-OS ESSÊNIOS

"Não pagarei homem algum com o mal. Persegui-lo-ei com a bondade, pois que o julgamento de todos os vivos cabe a Deus, e é ele quem irá entregar ao homem o seu prêmio".                             "Hino ao preceito da comunidade" encontrado nos Manuscritos do Mar Morto sobre a filosofia dos Essênios.
 
Quem seria esse povo misterioso, que praticava o cristianismo séculos antes do nascimento do Cristo e cuja sabedoria e conhecimento, ficaram escondidos por milênios até chegar aos nossos dias, através da sua descoberta numa caverna do Mar Morto?

Ainda hoje vejo alguns sites, considerados sérios, reduzindo os Essênios a uma "seita de judeus fanáticos, ascéticos e celibatários, que viviam isolados no deserto".

Mas os manuscritos do Mar Morto encontrados em 1947 nas cavernas de Qumram nos mostram um povo sábio e pacífico de famílias judias, que se afastou da corrupção dominante nas grandes cidades e passou a viver às margens do Mar Morto, cujas colônias estendiam-se até o vale do Rio Nilo.
Entre esses manuscritos, existem alguns textos, que ficaram com as autoridades ou com a Igreja e nunca foram divulgados. Mesmo assim, através dos muitos que foram liberados, podemos ter uma ideia das preciosas informações que contém.
O nome Essênios deriva da palavra egípcia Kashai, que significa "secreto". Na língua grega, o termo utilizado é "therepeutes", originário da palavra Síria "asaya", que significa médico.
 Os materialistas da época os consideravam excêntricos por adotarem uma simplicidade franciscana em sua maneira de viver. Viviam dedicados ao estudo da espiritualidade, vestiam-se com túnicas brancas e eram vegetarianos.
Caverna de Qumram
Vivendo em comunidades distantes, os Essênios procuravam encontrar na solidão do deserto o lugar ideal para desenvolverem a espiritualidade e estabelecer a vida comunitária, onde a partilha dos bens era a regra.
Rompendo com o conceito da propriedade individual, acreditavam ser possível implantar no reino da Terra a verdadeira igualdade e fraternidade entre os homens.
Sua maneira de servir a Deus era auxiliando o próximo, através dos seus famosos conhecimentos no uso das ervas, além do exercício da medicina ocultista. Era um povo aberto aos necessitados e desamparados, mantendo inúmeras atividades onde a acolhida, o tratamento aos doentes e a instrução dos jovens eram a face externa de seus objetivos.
Eram livres, trabalhavam em comunidade, vivendo do que produziam. Consideravam a escravidão um ultraje à missão do homem dada por Deus.
Todos os membros da comunidade trabalhavam entre si nas tarefas comuns, sempre desempenhando atividades profissionais que não envolvessem a destruição ou violência. Não se encontrava entre eles açougueiros ou fabricantes de armas, mas sim grande quantidade de mestres, escribas, instrutores, que através do ensino passavam aos leigos de forma sutil a sabedoria antiga dos grandes Mestres e Profetas.

Mantinham Escolas Iniciáticas, cujos discípulos, conforme evoluíam e adquiriam conhecimentos, passavam a graus mais avançados.


Os hábitos de vida e a moral eram irrepreensíveis e exemplares, eram pacíficos e de boa fé, dedicando-se ao estudo espiritualista, à contemplação e à caridade, longe do materialismo avassalador dos grandes aglomerados.
O silêncio era prezado por eles. Sabiam guardá-lo, evitando discussões e assuntos sobre religião.
A voz, para um essênio, possuía grande poder e não devia ser desperdiçada. Através dela, com diferentes entonações, eram capazes de curar um doente. Cultivavam hábitos saudáveis, zelando pela alimentação, físico e higiene pessoal.

A capacidade de predizer o futuro e a leitura do destino através da linguagem dos astros tornaram os Essênios figuras magnéticas, conhecidas por sua grande sabedoria. Eram excelentes médicos também. Nos escritos dos Rosacruzes, são considerados como uma ramificação da Grande Fraternidade Branca, fundada no Egito no tempo do faraó Akenaton.
O conhecimento mais profundo dos Essênios era velado à maioria das pessoas. Em cada parte do mundo onde se estabeleceram, eles receberam nomes diferentes, às vezes por necessidade de se proteger contra as perseguições ou para manter afastados os difamadores.

Foram fundadores dos abrigos denominados "beth-saida", que tinham como tarefa cuidar de doentes e desabrigados em épocas de epidemia e fome. Os beth-saida anteciparam em séculos os hospitais, instituição que tem seu nome derivado de hospitaleiros, denominação de um ramo essênio voltado para a prestação de socorro às pessoas doentes. Fizeram obras maravilhosas, que se refletem até os nossos dias.
 
Apesar de não existirem provas concretas, segundo alguns estudiosos, existem evidências de que foi entre eles que Jesus viveu no período que corresponde dos seus 13 aos 30 anos. Existiam entre eles três grupos religiosos principais e acreditava-se que Jesus foi membro do grupo do norte da Palestina, que se concentrava ao redor do Monte Carmelo, bem como tinha sido seu primo João Baptista. Um dos seus redutos era Nazaré e por isso eram conhecidos também por “os Nazarenos”, tal como Jesus.
Esse povo exemplar viveu de forma a demonstrar, tanto na teoria quanto na prática, as Leis Superiores do Universo e da Vida, que, naquela época, assim como nos tempos de hoje, eram tristemente ignoradas pela maioria.
Apesar de constar que eram originários do Egito, durante a dominação do Império Selêucida em 170 A.C., vale perguntar:
Que raça superior era essa, que conseguiu viver por tanto tempo sustentando uma vibração de 4ª dimensão, no meio de bárbaros e sanguinários?
No ano 70 D. C. eles desapareceram sem deixar vestígios, à não ser pelos manuscritos, que foram escondidos em vasos de cerâmica na caverna de Qumram e só foram descobertos recentemente.
Alguns dizem que eles eram seres interestelares, que vieram preparar a vinda do Messias. Quem somos nós para duvidar? Talvez, sem esse suporte energético, Jesus tivesse mais dificuldade de reencarnar num planeta primitivo de 3ª dimensão, onde prevalecia como ainda hoje, a energia do olho por olho dente por dente.

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